sábado, 3 de dezembro de 2016

Perfeita a análise  feita pelo Blog O Implicante, sobre o vergonhoso papel da imprensa brasileira e mundial que, ao invés de informar, tenta influenciar o leitor manipulando dados, informações e pesquisas.  

Qualquer leitor bem informado haverá de concordar plenamente com o Implicante.


"Sete vexames que a imprensa passou em 2016 por tratar os próprios desejos como fatos

Republican U.S. presidential candidate Donald Trump makes a face as he and his wife Melania and members of their family leave the stage at his caucus night rally in Des Moines, Iowa February 1, 2016.      REUTERS/Scott Morgan

Análises acertadíssimas.

A imprensa brasileira (bem como a mundial) está demoralizada com a eleição de Trump. Vão dizer, é claro, que todos foram pegos de surpresa, mas a verdade é que durante TODO o processo eleitoral simplesmente confundiram torcida e análise, privilegiando as primeiras e atropelando as segundas.
Deu no que deu. Mas nossa grande mídia não estreou as vergonhas do ano apenas agora. A coisa foi contumaz neste 2016.
Selecionamos 7 momentos em que as análises foram mais do que furadas. Vejamos:

Impeachment

Ainda no começo do ano, muitos garantiam que não daria em nada. A Câmara iria barrar, o Senado travaria, ou mesmo o STF. O resto é história.

Cunha não cai

Já era uma previsão frequente, mas com a queda de Dilma Rousseff virou um ATESTADO: ele não vai mais cair. Afinal, ela foi impichada para protegê-lo. Pois é.

Lava Jato vai parar

Sim, a operação pararia. Formadores de opinião, influenciadores e demais videntes quase nada enviesados mandaram essa. A Lava Jato continuou e continua.

Brexit

Como que votarão pela SAÍDA da União Europeia? Claro que não! Até parece, não é mesmo? O Reino Unido não fará isso. Mas fez.

Acordo Colômbia/FARC

Era certeza que os colombianos votariam em favor do acordo. Até um Prêmio Nobel já estava programado e precisou ser entregue de todo jeito, fazendo a vergonha chegar a patamares inéditos.

Brasil “de esquerda”

Afinal, elegeu Lula e Dilma Rousseff, não é mesmo? A imprensa apenas se esqueceu de lembrar que tanto um quanto outro tiveram o CUIDADO de não tocar em pautas esquerdistas nas eleições. Neste ano, com campanhas municipais atipicamente mais “ideologizadas”, ficou comprovado que o povo vota contra o esquerdismo (bastava um candidato falar em “golpe” para ser rejeitado). E quem defendeu aberta e claramente a privatização entrou no primeiro turno.

Trump

Precisa falar alguma coisa? Praticamente TODOS os especialistas aqui do Brasil disseram que ele não entraria. Na verdade, a coisa foi mais profunda: primeiro, a candidatura não era algo sério; depois, ele perderia as primárias; e então, já que passou, perderia para Hillary. Fuéim.
***
Enfim, isso será frequente, sobretudo agora nos tempos de redes sociais, enquanto a imprensa insistir em misturar torcida com fatos. E estaremos por perto para tirar o merecido sarro desses adivinhos que tentam fazer de conta que a bolha na qual vivem representa a opinião geral."

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