terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Se existe alguma dúvida sobre a diferença entre o (des)governo de Dilma e o governo de Michel Temer, o economista José Márcio Camargo se encarrega de dissipá-la, como bem lembra o Antagonista no seguinte post:



"Pinguela para o futuro


É sempre bom lembrar que o impeachment de Dilma Rousseff salvou o Brasil.
José Márcio Camargo, um de nossos melhores economistas, disse no Estadão que a pinguela de Michel Temer está se transformando em ponte:
“Após nove meses, a mudança no ambiente político e econômico é surpreendente. Com excepcional capacidade de articulação política, o presidente construiu uma base de apoio parlamentar ampla, forte e coesa e conseguiu aprovar um grande número de medidas importantes, como a DRU, a nova legislação do pré-sal, a nova lei que regula a nomeação de diretores de estatais, a lei de repatriação, a reforma do ensino médio, entre outras.
Nomeou uma equipe econômica de primeira qualidade, uma diretoria do Banco Central que, em nove meses, reduziu a taxa de inflação à metade, profissionalizou a direção e iniciou um programa de privatizações de subsidiárias das principais estatais (Petrobrás, Eletrobrás), mudou a política operacional e reduziu o tamanho do BNDES.
A emenda constitucional que criou um limite para o crescimento do gasto público é uma revolução no processo orçamentário do País. Sua aprovação gerou um compromisso constitucional de redução do déficit público no futuro, o que resultou em expressiva melhora na confiança dos investidores quanto à capacidade do País de honrar seus compromissos, reduziu as taxas de juros e o custo de rolar a dívida pública.
Para que essa emenda seja viável, será necessária uma ampla reforma do sistema de previdência e assistência social do País”.
E ele conclui:
“A percepção dos parlamentares e dos principais partidos de que aprovar este conjunto de reformas é indispensável para a retomada do crescimento sustentável se constituem nos principais pilares que estão transformando a frágil pinguela do início do governo numa sólida ponte para o futuro”.

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